O Sujeito Poético

Composição coletiva · Performance em sarau · 2010

Identificação básica

Título: O Sujeito Poético
Ano de composição: 2010
Ano da apresentação registrada: 2010
Tipo: Composição coletiva · Performance em sarau

Composição:
Letra: Bruno Daniel Bortoleto · Diego Santos · Thiago Oliveira
Música: Bruno Daniel Bortoleto · Diego Santos · Thiago Oliveira

Coletivo: O Sujeito Poético
Participantes na apresentação: Bruno Daniel Bortoleto · Diego Santos · Thiago Oliveira · Bruno Pastore · convidados
Função de Bruno: Voz · Violão
Status: Acervo · Registro de performance ao vivo


Apresentação / Contexto

A música “O Sujeito Poético” nasce no interior do próprio coletivo que lhe dá nome. Composta em 2010, a canção funciona como síntese conceitual do projeto: a ideia de que o sujeito poético não é fixo nem individual, mas se constrói na partilha da palavra, no encontro e na escuta.

Apresentada em formato de sarau, a música articula composição e recitação, aproximando poesia e canção. A letra explicita o próprio gesto de escrever, versejar e musicar, tornando-se quase uma declaração de princípios do coletivo. Diferentemente das composições íntimas anteriores, aqui a escrita é assumidamente pública e compartilhada.

A performance registrada em Jarinu/SP (2010) reforça o caráter híbrido do projeto — literatura, música e encontro presencial se entrelaçam, transformando a canção em dispositivo de mediação cultural.


Letra

Eu sei o que versei Um verso e nada mais Fiz bem em dizer para alguém Te amar é o que quero mais Diz para quem quiser que eu te amei E amo cada dia mais Ah, se o papel pudesse Te mostrar o que eu quero E as linhas desse verso Te dizer o que eu espero Palavras e letras me fazem versejar Agora procuro fôlego para poder continuar Ah, fico sem ar Quando lembro do seu sorriso E seu doce olhar Meu bem eu tentei Te mostrar o horizonte Mas sei que não posso carregar você Pelos ventos do destino Desatino que me leva a você Ah, se o papel pudesse Te mostrar o que eu quero E as linhas desse verso Te dizer o que eu espero Recitando a poesia nos papéis em que escrevi Dando rima aos versos que vêm até a mim Dou a palavra, sou compositor E o musicista dá o tom Grito paz, peço amor, em alto bom som.


Registros e performances

Sarau – Jarinu/SP (2010): https://www.youtube.com/watch?v=Hc9ApSluQ74 ↗


Observações

Esta canção ocupa posição singular no conjunto musical: não é apenas música, mas autorreflexão sobre o próprio ato de escrever e compor. Ao tematizar o verso, o papel e o compositor, a canção transforma o processo criativo em conteúdo.

Dentro da trajetória, O Sujeito Poético funciona como ponto de convergência entre escrita, música e coletivo, consolidando a passagem da autoria individual para a criação compartilhada.